Titulo: Onde mora o coração
Ano:2000 Classificação: Não indicado para menores de 12 anos
Sinopse: "Novalee Nation (Natalie Portman), 17 anos e grávida, nunca teve uma família de verdade. O mais próximo que já esteve de uma família foi com seu namorado egoísta, Willy Jack (Dylan Bruno), com que está viajando rumo a Califórnia. Quando chegam em Oklahoma eles fazem uma parada para ir ao banheiro e, quando Novalee retorna, não encontra mais Willy, que havia se mandado. Sozinha e sem dinheiro algum, Novalee ronda uma loja da Wal-Mart que estava por perto, surrupiando comida e suprimentos de suas prateleiras. Até que ela entra em trabalho de parto em plena loja e dá a luz a uma criança ali mesmo, tornando-se ambas personalidades instantâneas. Agora, Novalee conhece novos amigos e passa a fazer parte de uma não-convencional família, que irá ajudá-la a se transformar de uma adolescente sem-teto para uma forte mulher de sucesso"
É impressionante como a história de uma mulher abandonada, dando a luz em um supermercado pode ajudar você a por a própria vida em perspectiva. Novalee, a protagonista, é uma pessoa totalmente lascada na vida, mas isso não é novidade pra ela (que já passou por muitos outros momentos difíceis) apesar disso ela nunca abre a boca pra reclamar da própria sorte. Ao invés disso ela procura se adaptar a realidade que é imposta a ela e consegue fazer isso com relativo sucesso. Acho que essa é a primeira lição: reclame menos e faça mais. Adianta ficar chorando pitangas? Não. Então levanta a cabeça e siga em frente.
Claro que é muito mais fácil falar do que fazer, mas ver a Novalee aos poucos melhorando de vida, encontrando amigos que a ajudam e se tornam a família que ela sempre sonhou em ter, trabalhar e conseguir independência, a ler para se desenvolver, investir na carreira dos sonhos e dedicar todo amor e cuidado a filha, ver ela crescer assim é algo muito inspirador. Sinto falta disso no cinema atual: bons exemplos, histórias que inspiram a gente a trabalhar duro em nossas próprias vidas, do lado de cá da tela.
O filme destaca a importância dos amigos e de como uma amizade verdadeira pode ser um laço tão intenso quanto o laço sanguíneo. A família mais do que uma realidade biológica é uma realidade afetiva. Uma desconhecida gentil acolher uma jovem mãe, um bibliotecário fazer o parto de uma forasteira, uma enfermeira se tornar amiga da paciente, são realidades que aquecem o coração. O ser humano não nasceu para ficar isolado, precisamos uns dos outros.
Já diz a Sagrada Escritura da Bíblia: "Dois homens juntos são mais felizes que um só, porque obterão um bom salário do seu trabalho.Se um vem a cair, o outro o levanta. Mas ai do homem só: se ele cair, não há ninguém para levantá-lo." (Eclesiastes 4: 9-10). Chega o momento em que já não é a Novalee que precisa de ajuda, mas sim quem pode ajudar e é lindo de se ver!
Eu amo como esse filme passa esperança e a sensação de que mesmo que a situação seja ruim agora, ainda assim, coisas boas podem surgir lá na frente. Acho que vivemos em uma época em que é muito fácil ceder ao pessimismo e ao cinismo, e nos esquecemos de que nossas vidas sempre podem mudar, inclusive para melhor. Isso exige muito trabalho duro, mas como disse Santa Teresa D'Avila: "É justo que muito custe o que muito vale".
Custou e levou tempo, mas o sonho da Novalee se torna realidade. E como a vida imita a arte, por que não poderia ser assim também na sua e na minha vida?




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