E vamos de recomeçar... De novo


Eu sempre me achei inconstante, como as ondas do mar, e me culpei muito por ser assim. Acreditava que isso era um defeito e que precisava de conserto; achei que precisava ser apenas uma única coisa sempre e consequentemente ter a vida por decidida desde cedo. Porém, conforme o tempo passa, eu me conheço um pouco melhor e me entendo melhor também, consigo então abrir mão desses conceitos que me impus. Não é algo fácil, mas sinto que hoje com 20 estou felizmente um pouco melhor do que quando estava com 15 e isso me dá esperança.  

As ondas do mar são constantes em sua inconstância, estão sempre para lá e para cá, e  já que isso é parte de sua essência e sua forma natural de ser, está tudo bem. 

Talvez eu seja assim também. 

Talvez a vida seja assim: um enorme compilado de recomeços. 

Eu me sentia muito culpada quando errava e caía, mas agora eu tenho pensado que são esses erros e quedas que me fizeram ser quem sou hoje, foi errando que aprendi tanto. Não quero romantizar sofrimento, seria massa viver em um mundo sem nem um pingo de aflições, mas não é assim que funciona, então, me resta aceitar e tentar tirar algum proveito disso.

Portanto, eu quero dizer para a minha "eu" do passado, que temia ser alguém inferior por errar e perder,  e lembrar a "eu" do presente que está tudo bem pegar uma rota e se perder, ás vezes isso é necessário para que possamos nos encontrar. Independente de qualquer coisa, enquanto houver vida há esperança e em cada fim há um novo começo.

Então, vamos começar algo novo, parar se preciso e então recomeçar se desejar... Quantas vezes for necessário. E ser constantes em nossa inconstância, pois o tempo é corrido de mais para se ser, conhecer e gostar de apenas uma coisa a vida inteira, seria um tremendo desperdício!


PS: Este post marca o recomeço do blog, que consequentemente reflete um recomeço que tenho vivido em minha vida pessoal. Grandes coisas estão por vir, graças a Jesus. Eu creio!

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